Volume de piscina: a conta que decide tudo depois
Tudo o que se faz numa piscina depende do volume: a dose de cloro, o tempo de filtragem, o tamanho da bomba. Errar esse número contamina todas as outras contas.
A conta
Volume = comprimento × largura × profundidade média.
Uma piscina de 10 × 5 m com 1,40 m de profundidade média:
- 10 × 5 × 1,4 = 70 m³ = 70.000 litros
A profundidade média, não a máxima
Piscina com fundo em declive — rasa de um lado, funda do outro — usa a média entre as duas profundidades. Usar a máxima superestima o volume e faz você dosar produto a mais.
Numa piscina que vai de 1,20 m a 1,80 m, a média é 1,50 m, não 1,80.
Por que o volume importa tanto
- Dosagem de produto químico é por metro cúbico. Erro no volume vira erro de dose, e dose errada de cloro é problema de saúde ou de equipamento.
- Tempo de filtragem depende do volume e da vazão da bomba. A água precisa passar inteira pelo filtro algumas vezes por dia.
- Bomba e filtro se escolhem pela vazão necessária, que sai do volume.
- Aquecimento, quando existe, é proporcional ao volume e à superfície.
Formato irregular
Piscina em L, redonda ou com praia não entra nessa conta direto. O caminho é dividir em formas simples, calcular cada uma e somar. Para a parte redonda, área é π × raio².
O erro de medir por fora
As medidas são as internas, da lâmina d’água. Medir por fora, incluindo a borda e a alvenaria, superestima bastante em piscina pequena.
Erros comuns
- Usar a profundidade máxima. Superestima.
- Medir por fora. Idem.
- Esquecer que o nível operacional é abaixo da borda. A lâmina fica alguns centímetros mais baixa.
- Dosar produto pelo volume aproximado. Em piscina, aproximação vira água turva.
A calculadora de volume de piscina devolve litros e metros cúbicos.