Textura ou pintura na fachada: o que pesa na decisão
Fachada tem dois caminhos comuns, e a diferença de consumo entre eles é grande o bastante para mudar o orçamento.
Consumo, lado a lado
Em 80 m² de fachada:
- Textura projetada: 3,5 kg/m² → 280 kg, ou 12 baldes de 25 kg
- Tinta acrílica: cerca de 0,2 L/m² por demão; em duas demãos, uns 32 litros
A textura consome, em massa, muito mais produto. É material de espessura, não de película.
O que a textura entrega a mais
- Esconde imperfeição da base, que a pintura acentua
- Mais espessura, logo mais proteção contra chuva batente
- Durabilidade maior antes da próxima intervenção
- Relevo, que é escolha estética
O que a pintura entrega a mais
- Custo inicial menor
- Repintura simples, sem necessidade de remover a camada anterior
- Mais opções de cor e troca fácil de cor
- Aplicação mais rápida
A manutenção decide no longo prazo
Pintura de fachada pede repintura a cada poucos anos, dependendo da exposição. Textura dura mais, mas quando chega a hora, a intervenção é mais trabalhosa — e mudar de cor sobre textura exige tinta específica e mais demãos por causa do relevo.
Fachada norte e oeste, que pegam mais sol e chuva, consomem manutenção mais cedo nos dois casos.
A base é a mesma exigência
Nos dois caminhos, reboco curado, limpo e selado. Aplicar sobre base úmida ou com eflorescência descola qualquer um dos dois.
Em fachada nova, selador acrílico antes é o que mais economiza produto.
O erro de orçamento
O coeficiente de 1,2 kg/m² que circula para textura está cerca de três vezes abaixo do real. Quem orça por ele compra um terço do material.
Erros comuns
- Usar coeficiente de tinta para textura.
- Esquecer platibanda e laterais. A área de fachada é maior que a vista frontal.
- Comprar lotes diferentes. A emenda de tom aparece.
- Aplicar em dia de chuva ou sol forte. Os dois prejudicam a cura.
A calculadora de textura e grafiato e a de tinta permitem comparar os dois consumos com os números do seu caso.