Piso de grande formato: o que ele exige da base
Porcelanato de 90 × 90 ou maior mudou o visual dos ambientes e aumentou a exigência técnica da instalação. Ele é menos tolerante que a peça pequena em tudo.
Por que a base precisa ser melhor
Peça pequena acompanha pequenas ondulações da base. Peça grande não: ela é rígida e atravessa a imperfeição, criando degrau entre peças (o lippage) ou ficando oca embaixo.
Uma ondulação de 3 mm que passa despercebida num 30 × 30 vira defeito visível num 90 × 90.
A regularização costuma ser necessária
É aqui que entra o autonivelante. Em 30 m² com 3 mm de camada, são cerca de 8 sacos de 20 kg — um custo que não existia no orçamento do piso pequeno.
Vale a conta: regularizar é mais barato que reassentar.
A argamassa muda
Peça grande pede argamassa de maior classe, aplicação em dupla colagem (desempenadeira na base e no verso da peça) e desempenadeira de dente maior. Isso aumenta o consumo de argamassa colante por m².
Dupla colagem não é capricho: ela garante preenchimento total, e vazio embaixo de peça grande é trinca esperando pisada.
A perda de recorte é maior
Um corte numa peça de 90 × 90 joga fora muito mais material que num 30 × 30. Por isso a margem sobe:
- Peça média, assentamento reto: 10%
- Grande formato ou diagonal: 15% ou mais
Em 20 m² com caixa de 2,5 m², a diferença entre 10% e 15% é uma caixa inteira — de 9 para 10.
A junta fica menor, mas existe
Porcelanato retificado aceita junta de 1,5 a 2 mm. Zero não existe: a peça dilata e o lote tem variação dimensional. Junta de 2 mm em peça de 90 × 90 consome só 0,064 kg de rejunte por m², contra 0,288 numa peça de 30 × 30.
Erros comuns
- Assentar sobre base irregular. Degrau entre peças e som oco.
- Colagem simples. Vazio embaixo da peça.
- Margem de 10%. Falta material.
- Forçar junta zero. Peça lasca na borda.
A calculadora de piso e porcelanato ajusta a margem; a de rejunte mostra o consumo real da sua junta.