Concreto usinado ou feito na obra: a partir de quando compensa
A pergunta aparece em toda obra que vai concretar. A resposta depende do volume, mas também de coisas que não estão na cotação.
Onde está a faixa de virada
Regra prática do canteiro: de 3 m³ para cima, o usinado costuma ganhar. Abaixo disso, o volume mínimo do caminhão e o frete pesam demais.
Uma laje de 50 m² com 10 cm já dá 5 m³ — está na faixa do usinado com folga.
O que o usinado leva junto
- Resistência especificada e controlada
- Dosagem com agregado medido em balança, não em pá
- Entrega rápida, que permite concretar a laje inteira sem junta fria
- Menos mão de obra e menos dias de betoneira
O ponto da junta fria é o mais técnico e o menos lembrado: laje concretada em duas etapas com intervalo longo cria um plano de fraqueza.
O que o feito na obra leva junto
- Flexibilidade de horário e de volume pequeno
- Sem volume mínimo nem taxa de permanência do caminhão
- Possível em local sem acesso para caminhão ou bomba
E leva também o que ninguém soma: betoneira alugada, mais dias de servente, energia, e o risco real de dosagem irregular entre betonadas.
O acesso decide mais que o preço
Caminhão betoneira precisa de rua com largura e manobra. Se a laje é no fundo do terreno, entra bomba — que tem custo próprio e volume mínimo.
Em obra sem acesso, o feito na obra deixa de ser escolha e vira única opção.
Qualquer que seja, a conta de volume é a mesma
Área × espessura, mais 5% a 10% de folga para forma que abre e sobra na bomba. É esse número que vai na cotação do usinado e na compra de material do feito na obra.
Erros comuns
- Comparar só o preço por m³. O feito na obra tem custos invisíveis.
- Pedir usinado sem conferir o acesso. Caminhão que não entra é frete perdido.
- Concretar laje grande em betonada. Junta fria.
- Esquecer o vibrador. Concreto mal adensado perde resistência.
A calculadora de concreto para laje dá o volume que entra na cotação dos dois lados.