Autonivelante: o consumo cresce reto com a espessura
Autonivelante é excelente para acertar o plano fino e péssimo para vencer altura. O motivo está na conta: o consumo é por milímetro, e ele cresce de forma linear.
A conta em 30 m²
Com 1,7 kg/m² por milímetro, saco de 20 kg:
- 3 mm: 5,1 kg/m² → 153 kg → 8 sacos
- 10 mm: 17 kg/m² → 510 kg → 26 sacos
Sete milímetros a mais triplicam a compra. Em 4 cm, o consumo passaria de 2 toneladas na mesma área — e aí o produto é o errado.
De onde vem o 1,7
Das fichas técnicas, que variam entre marcas: 1,45 (Liz), 1,5 (Sika Level), 1,65 a 1,75 (Mapei Ultratop), 1,7 (Topeca e Colafix), 2,0 (Sika Level-300 e Selamix).
O 1,7 fica no centro da faixa e coincide com duas marcas. Use o número da sua embalagem quando tiver.
Onde ele ganha do contrapiso
- Planicidade fina para porcelanato de grande formato, onde 2 mm de desnível já criam degrau entre peças.
- Camada baixa sobre base que já está quase no nível.
- Prazo, porque libera para tráfego em horas, não em dias.
- Piso vinílico colado, que copia qualquer imperfeição da base.
Onde ele perde
- Desnível grande. Acima de uns 2 cm, o contrapiso tradicional é muito mais barato.
- Embutir tubulação. Não é função dele.
- Caimento para ralo. Ele busca o nível por gravidade; fazer caimento com autonivelante é trabalhar contra o produto.
O primer não é opcional
Base sem imprimação absorve a água da mistura de forma irregular, e o resultado é bolha, descolamento e falha. O primer sela e uniformiza.
É o passo mais pulado e a causa mais comum de problema.
Erros comuns
- Usar para subir centímetros. Caro e fora da função.
- Pular o primer. Bolha e descolamento.
- Errar a água da mistura. Água a mais segrega o material e enfraquece a camada.
- Não estancar as bordas e passagens. O produto é fluido e escorre por qualquer fresta.
A calculadora de autonivelante devolve quilos e sacos pela área, espessura e consumo da sua ficha.